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Leitura Digital: A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne


Olá! Depois de muito, aqui estou com o review de mais um clássico do maravilhoso Júlio Verne para vocês.
Que admiro muito o cara, isso não deve ser novidade para ninguém. Faz tempo que não leio nada dele, quando era menor lia muitas adaptações das 3 grandes obras (de maior sucesso) só agora depois de crescido e aos poucos estou lendo em forma integral essas aventuras deliciosas do francês "pai da ficção científica" um dos precursores do gênero literário que mais gosto. Chega de introdução, vamos ao livro.

Phileas Fogg é um inglês bem característico, metódico, extremamente pontual e antisocial. Um dia na sua rotina de ir para o Reform Club jogar baralho, comenta que é possível fazer a volta ao mundo em 80 dias, seus seletos amigos claro que zombam dele, dizem que é impossível e Fogg vira motivo de piada na mesa.
Até que ele se opõe a ir só para provar que é possível. Ele contrata Jean Passepartout no mesmo dia para ser seu criado e ajudá-lo nessa empreitada, os dois saem com a roupa do corpo e um saco cheio de bank-notes e sai comprando o que precisa no meio do caminho.
MAS nem tudo são rosas: no mesmo dia em que Fogg sai em sua fatídica viagem, é anunciado um roubo de 50 mil libras (ou algo assim, não me recordo exatamente o valor) ao banco central de Londres, e as características do larapio condizem com o nosso personagem principal. Partindo daí, o detetive Fix, começa a segui-lo incessantemente com o único objetivo de prendê-lo mas Fogg nem sequer sabe desse roubo...

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O que falar?! Fica difícil... Phileas Fogg é um gentleman, um cara finíssimo educado e tal, não aceita atrasos e é muito frio. No começo tive "raivinha" dele logo no primeiro encontro com Passepartout, que chegou minutos MINUTOS atrasado isso de acordo com o relógio dele!

Passepartout é um caso a parte, digamos que "a graça" do livro. Esse francês excêntrico é demais, apronta todas por ser atrapalhado e sempre tá apoiando Mr. Fogg. Uma das peripécias mais engraçadas é quando ele entra no pagode de Malabar Hill (igreja) que tem todo um ritual além de ser super restrita a visitas, apanhou do sacerdote e de quebra se atrasou para o trem. Mas vale lembrar que graças a esse jeitinho, ele quem salvou Mrs. Aouda do... OPA SPOILER!

Resumindo, é um livro ÓTIMO, cheio de aventuras, com personagens cativantes e cheios de personalidade, um final INCRÍVEL que te deixa sem ar... Sério, eu tive vontade de matar Fix, e no último capítulo queria beijar Julio Verne pela reviravolta bem elaborada e que eu pelo menos não esperava. 

Um ponto negativo são os detalhes referentes as viagens, ele utiliza termos náuticos, tem que sacar muito de geografia ou ler com um mapa do lado pra não se perder, mas EU apenas ignorei os fatos e tentei me situar na medida do possível. Tinha horas em que me perdia nos comentários dos estreitos de não-sei-o-que a capital de não-sei-aonde, o fuso-horário em relação ao sol ZZZZzZZZzzzZZzz... Desculpem, mas não tenho paciência para essas coisas (que infelizmente são recorrentes na maioria dos livros de Verne).

O clássico tem algumas adaptações cinematográficas, nem quero entrar nesse mérito pois a que assisti não condiz nem um pouco com a realidade do livro

Sem dúvidas super recomendo, a linguagem não é das mais fáceis por ser um clássico, mas nem vão pensando que a coisa é pesada ou "cult" pelo contrário! Até mais simples que muitos clássicos brasileiros de 1920. 4 estrelas só pelos detalhes (necessários) durante a viagem, mesmo assim um ótimo livro.


PS: Não foi essa edição que li, a capa é só para ilustrar o post mesmo. Foi essa daqui, em domínio público (pode baixar sem medo). Se quiser também tem grátis na Amazon (edição nojenta, me desculpem) e na Kobo apenas em inglês.