Hora de Ler: Eu S/A - Max Barry


E aí galerinha?! Finalmente de volta com review de algo, e ais especificamente: finalmente terminei esse livro!
Pois é, acho que a maioria acompanhou meu drama com essa obra durante a leitura. Vamos ao que interessa afinal.

O livro trata de um futuro próximo (e caótico) controlado pelas grandes empresas multinacionais, onde você tem o sobenome da empresa em que trabalha, seu(s) filho(s) estudam em escolas da Mattel e também ganham um novo sobre nome, quem não tem emprego é considerado "mendigo" o lixo dessa sociedade consumista e altamente... é... nem sei como me refiro a ela. Na verdade nada mais é que uma "zuera" uma sátira com o que acontece no dia a dia das empresas só que no livro nos é apresentada uma forma extrema, mais agressiva. Vale lembrar que apenas a França se recusa a entrar nesse ~~regime capilalizta~~, onde o Governo não manda mais em NADA e você os contrata para investigar os crimes.

Hack Nike é um mero vendedor de calçados, um dia por mera coincidência, vai no andar superior do prédio beber água e ganha uma promoção de seus chefes sem mais nem menos, como gerente de marketing. Tudo que ele tem de fazer é assinar um contrato (sem ler) e acabar com a vida dele a partir deste momento. A Nike tá lançando os modelos Mercury e para emplacar tem uma "ideia incrivel": soltar 10 Mercury num shopping e quando os clientes sairem, simplesmente matá-los para assim causar concorrência e todos disputarem os tais sapatos, é o chamado Marketing de Guerrilha.

Partindo disso a história se desenvolve, (muitos) personagens são apresentados, nos apegamos a alguns, já nos primeiros capítulos tem muita ação e o foco é o Governo descobrir quem causou isso tudo, quem matou os adolescentes na NikeTown naquele dia. Se contar mais, perde a graça, infelizmente.
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O autor usa a grafia "capitalizmo" com Z mesmo propositalmente em uma alusão ao nazismo, uma crítica disfarçada aí. Na capa se fala de Matrix e Ardil 22, não li nenhum dos citados MAS no Skoob há muito desapontamento dos leitores sentindo-se enganados por não ter nada a ver com a proposta dessas obras.

Max Barry é bem controverso, EU gosto da narrativa dele MUITA gente mesmo reclamou de Homem-Máquina que ele se perdeu, poderia ser mais curto e tal. Não foi diferente em Eu S/A publicado beeem antes do Machine Man. Posso dizer que no final da leitura me senti confuso, demorei bastante com um livro de 350 páginas pelos motivos já citados, senti agonia em alguns trechos, há detalhes que realmente poderiam ser cortados mas no geral é um livro bom, que convence desde o início e tem o final nada previsível. O humor de Barry é bem característico, sarcasmo é o que não falta, além de palavrões e bastante violência, por isso não indico a obra para pessoas mais "sensíveis" pois irão se incomodar com esses aspectos que tornam o livro "pesado".

A edição não tem nada demais, as folhas são brancas e grossas tornando o livro pesado e a lombada muito colada incomoda um pouco na abertura para ler. Gostei da capa, foi o que me chamou atenção e me fez comprá-lo as escuras, fiquei surpreso depois que li Homem-Máquina, gostei do autor e quando olhei na estante... Sim, me deliciei, mas esperava umas coisinhas extras sabe?! E aqui fica minha dúvida se isso se enquadra numa distopia.

Max tem coisa nova esse ano é Lexicon sem tradução por enquanto, e que estou morrendo de curiosidade, julgando pela capa é meio A Livraria 24h, tá caro mesmo o ebook senão me arriscaria sem medo de ser feliz. Só me resta esperar sentado a tradução...

PS: Achei esse livro numa promoção ponta de estoque numa livraria daqui, paguei 10,00, melhor investimento já feito HAHAHAHA.

Eu S/A de Max Barry, é composto por 350 páginas, publicado pela Editora Record e a venda em todo país.