Hora de Ler: Mago e Vidro - Stephen King (Torre Negra #4)


Alô leitores do Tedio, tudo certo??

Então, aqui estou de novo resenhando o 4º livro da Torre Negra: Mago e Vidro. Então vamos lá!

No começo da história, Roland e cia. finalmente chegam a Topeka depois de uma viagem super-angustiante no Mono Blaine. Logo eles seguem viagem, e acabam percebendo que tem algo errado: eles estão na Topeka errada, não na do mundo de Roland mas sim na do nosso mundo (sabe Deus como que eles vieram pro nosso mundo, mas enfim).

Lembram que na primeira review eu disse que existem várias versões dos mundos? Então, eles vieram pra uma versão diferente do nosso mundo: a versão do livro 'A Dança da Morte', também escrito pelo tio King. Pra resumir rapidinho, um vírus mortal toma conta do mundo, que vira um caos e aquela coisa toda. Basicamente o ka-tet acaba chegando numa Topeka abandonada e repleta de esqueletos.

Ah, outro problema: só é possível ver o Feixe de Luz no mundo de Roland. Felizmente eles encontram uma estrada que parecia acompanhar o trajeto de Blaine, e começam a percorrê-la.

Então, depois de andarem por alguns quilômetros, o grupo pára pra descansar, e Roland finalmente começa a falar sobre um momento-chave no seu passado, que ele cita de vez em quando: a época em que ele conhece a tal Susan. Senta que lá vem história:

Logo depois de Roland se tornar pistoleiro, seu pai resolve dar uma missão pra ele e seus companheiros, Cuthbert e Alain: ir a cidadezinha de Hambry, no Baronato de Mejis, e averiguar a situação toda por lá. O objetivo do pai de Roland era protegê-lo de Marten (um personagem que aparece logo no primeiro livro), mas havia um motivo de fachada, para esconder esse outro: averiguar os suprimentos da cidade, caso os pistoleiros necessitem de algum durante a guerra contra John Farson (um cara que queria substituir a aristocracia dos pistoleiros pela democracia). 

Logo Roland conhece Susan, e os dois se apaixonam... Só que há um problema na relação dos dois: a moça está prometida ao prefeito da cidade para ser sua concumbina no dia da Colheita, já que sua esposa é estéril. Isso faz parte de um acordo entre o prefeito e Cordelia, tia da moça, que visa manter suas terras com esse casamento.

Também há outros problemas: Os Caçadores do Grande Caixão, que atuam como xerifes na cidade, mas parecem manter algum grande segredo dos garotos-pistoleiros, e Rhea de Coös, uma bruxa má que quer sempre que os outros se ferrem. Ela acaba sabendo da relação entre Roland e Susan e começa a mexer seus pauzinhos pra poder estragar tudo entre os dois - a prometida do prefeito se encontrando com o forasteiro, as coisas poderiam ficar bem ruins. O pior de tudo é que a bruxa está de posse de uma bola de vidro que mostra tudo o que acontece ao seu redor, mas que consome a pessoa que a possui aos poucos.

Conforme o tempo passa e o dia da Colheita chega, as coisas vão ficando cada vez mais complicadas e os segredos vão se revelando. Roland está cegamente apaixonado, e essa cegueira o impede de ver os crescentes problemas. Isso quase faz com que o ka-tet se rompa. Então Roland percebe o erro que está cometendo e começa a consertá-los a tempo, bolando alguns planos. Eles são bem-sucedidos mas o preço por eles é bem alto.

Terminada a história de Roland, o ka-tet segue viagem, e acaba chegando a um palácio de vidro. Esse ponto é super-divertido porque tem uma referência ENORME E GRITANTE ao Mágico de Oz, com direito a sapatinhos vermelhos e tudo o mais. No palácio o restante do ka-tet descobre uma parte da história que Roland omitiu (com uma certa razão, eu concordo).

Eu acho que a história que Roland conta ocupa uns 70% do livro, tornando-o o maior flashback que eu já li na vida. Mas não que o livro seja ruim: ele parece ser só um filler (continuando com a minha ideia maluca de transformar DT num seriado), mas um ótimo filler: a relação entre Roland e Susan é maravilhosa, e se os dois pudessem ter ficado juntos acho que Roland não teria se tornado o homem amargo que é hoje. Também adorei Alain e Cuthbert: o primeiro acaba sendo o mais sério e mais íntimo com o ka, enquanto o último tem a veia humorística e a eloquência que Roland acaba não tendo (o que me lembra um pouco o Eddie). Também achei interessante conhecer um pouco o passado de Roland, saber um pouco como era o mundo antes de seguir adiante.



No próximo livro, o ka-tet ganha uma missão indesejada: defender uma cidadezinha de um ataque iminente de cavaleiros sequestradores de criancinhas (?). Intrigado?? Então não perca a próxima resenha da Torre Negra!!!!11