Pipocando - 300, A ascensão do Império


THIS IS SPARTAAAAAAAAAA – e morreu.
“300 – A ascensão do império” se passa paralelo a história da marcha de Leônidas e seus 300 espartanos. O filme conta como e porquê Xerxes (Rodrigo Santoro) virou um deus-rei e sua marcha em busca de destruição da Grécia. Enquanto Leônidas e os persas de Xerxes guerreiam, os atenienses liderados por Temistocles (Sullivan Stapleton) vão em batalha no mar contra Artemísia (Eva Green), líder da marinha persa.

Lena Headey (a Cersei!) volta a interpretar a rainha grega Gorgo, que narra uma profecia nessas cenas que mostra o paralelo de Leônidas e a guerra do mar. Inclusive, o filme é 90% no mar, em guerra. Ele foi, claramente, feito para ser visto em 3D. Isso devido a quantidade de sangue que jorra na nossa cara (inclusive fica gotinhas de sangue no canto do óculos em um momento, dá agonia) e o Xerxes cortando o seu pescoço com o machado de ouro.

O filme bate recorde de câmera lenta em batalha. Temistocles mata um em câmera lenta, e três em rápida, mais um em câmera lenta... E assim vai. Eva Green ficou fabulosa como Artemísia, ela tem um olhar extremamente sexy. Particularmente achava que o Rodrigo Santoro ia participar mais do filme do que participou. E algumas coisas não fizeram muito sentido, como: Atenienses são todos másculos, fortões, machões e armadura pra quê né. Apareceu uma lua gigante na maré em uma das cenas. Pense numa maré alta. Quase dava pra ver as crateras da lua (sem brincadeira!). E um cavalo também apareceu do nada num barco em uma das cenas – e sumiu, do nada. 

Mas não creio que houve apelo feminino no filme, como andei lendo em umas resenhas por aí. Ambas as mulheres são ótimas atrizes e desempenharam dois papéis essenciais, lindos, intrigantes e de personagens fortes na trama e como personalidade. São duas mulheres marcadas pela vida – assim como muitas mulheres comuns, que vêem na guerra uma chance de vingança, de justiça – comum à época. No geral, o filme tem só 3D mesmo; a história é vaga, acaba sendo muita luta e menos contexto, e os exageros não pegaram bem. Fica a critério ver por curiosidade ou não. 


Postado por: Bruna