E aí galerinha, tudo bem com vocês? Hoje resolvi repassar o trauma adquirido nesse livro que eu tanto julguei pela capa na época do lançamento (2014), prontos para uma redenção?!
Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente - o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente.
Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o
objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria
necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá
seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de
que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem,
disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o
mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.
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Que história meus amigos! Começa como um YA bem levinho, nos moldes de Divergente (dizem que a Roth se inspirou fortemente aqui) e vai tomando dimensões horrendas até revelar toda sujeira por trás de um sistema perfeito, onde a paz reina. Mas a que custo? É o que vemos e nos enche de raiva deixando aquela sensação deliciosa de impunidade, o erro na cara e eles agradecendo por mais um dia...
Chega a ser assustador em vários momentos o que a comunidade faz de modo automático, sem pensar, afinal eles não tem direito de escolha, não enxergam as cores e acham tudo isso muito normal.
É válida demais a comparação com seitas secretas/religiosas onde a alienação
através do medo é o prato principal quando o assunto é "manter a ordem".
Bizarro.
Muitos comparam com o comunismo totalitário da China, URSS,
onde o indivíduo é neutralizado e todas as decisões são sobre a Comunidade.
Juro, parece uma história de terror psicológico.
Sou a síntese do meme Já acabou, Jéssica? com esse livro. No melhor da trama a autora corta os fios sem nem dar um Adeus, você que se vire pra interpretar o fim, ou continue lendo a série atrás de respostas. Não sou muito fã dessas coisas subjetivas.
Adquirimos controle sobre muitas coisas. Mas tivemos de abrir mão de outras.
Mas eles não querem mudanças. A vida aqui é tão ordenada, tão previsível. Tão indolor. É como eles escolheram.
O pior de ser quem guarda as lembranças não é a dor que se sente. É a solidão. As lembranças precisam ser partilhadas.
Antes ansiava por ter o direito de escolher. Depois, quando teve oportunidade, fizera a escolha errada: a de fugir.









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