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Hora de Ler: Regras para ser uma boa garota - Candace Bushnell, Katie Cotugno


Olá galerinha, tudo bem com vocês? O livrinho de hoje é aquele típico Young Adult que amooooo, só que esse tem um tempero a mais, mostrando que o gênero tem evoluído nos últimos anos; simbora?!

Marin sempre foi boa em seguir regras implí­citas. Uma aluna exemplar e editora do jornal da escola, seu sonho é estudar na mesma universidade que sua avó. O futuro parece brilhante e o sr. Beckett — ou Bex, como é conhecido entre os alunos —, o jovem e simpático professor de literatura parece concordar. Até que um dia Bex a beija, deixando Marin perplexa. Ela tinha passado a mensa­gem errada? Será que foi culpa dela? Agora Marin precisa decidir se irá ou não denunciar o professor e lidar com as consequências de sua escolha.

Em uma narrativa genial, Candace Bushnell, autora de Sex and the City, e Katie Cotugno, autora de Duas veze amor, escrevem sobre os desafios de crescer em um mundo pautado em normas machistas e sobre como escrever as próprias regras.

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A história já começa com um dilema pesado: denunciar ou não o professor querido da turma (da escola e da própria Marin) ao conselho, e como lidar com toda essa pressão? As autoras estão de parabéns por trazerem um tema tão complexo a uma trama até então "simples", abuso não é nem nunca será novidade mas a maneira que foi tratada aqui merece ser divulgada servindo até como "manual" para as futuras gerações tamanho impacto positivo esse livro pode causar.

O tema principal é essa questão de denunciá-lo ou calar-se, similar ao que foi o movimento #METOO que deu voz a muitas mulheres (homens também) que sofreram por muito tempo nos bastidores de Holywood. Além disso também é discutido o valor das amizades, até onde se pode confiar num "amigo", questões familiares, principalmente sobre o apoio nas horas mais difíceis, a confiança em jogo, uma crítica direcionada as instituições de ensino e como eles normalizam ou apenas fingem que um caso desse não aconteceu passando pano e levando ao "conselho" que por sua vez nada faz... São muitas camadas.

Chega a ser desesperador ver a protagonista sofrendo, sem saber como agir, e o pior: se achando culpada pelo ocorrido. Tem um momento em que ela diz claramente se sentir culpada por tudo isso.

Claro que ficamos a par da situação em primeira pessoa através dos pensamentos e atitudes de Marin, a nossa protagonista-condutora de todos os fios dessa história. Ao mesmo tempo que traz temas densos, as autoras conseguem balancear com a típica atmosfera escolar do ensino médio com as devidas divisões frequentemente mostradas em filmes com essa temática, sendo o alívio necessário em meio a constante tensão.
Por conta do fato lamentável Marin se revolta e decide ir atrás de livros feministas, começa a estudar, se apaixona pela causa e cria um clube do livro feminista na escola fazendo o maior sucesso entre os alunos. Partindo desse mote ela conhece O Jogador do time, trocam algumas palavras e caem nas graças um do outro, o desenrolar desse romance nada convencional é bem interessante, até a melação aqui é diferente.

Essa obra veio para mostrar (mesmo sem haver necessidade) de que os Young Adults tem profundidade, vão além do ambiente escolar e podem sim tratar de temas pesados ou complexos de forma "leve" e porque não educativa?! Muitas indicações de livros caso queiram adentrar no mundinho feminista, claro e obviamente irei ler alguns num futuro muito próximo.


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