Olá galerinha, tudo bem? O fim do mundo ainda não chegou ao fim por aqui mas tá perto! Bora conhecer mais um título angustiante, desesperador e misterioso pra adicionar na TBR?!
Com a expectativa de curtir uma semana de férias, Amanda e Clay alugam uma casa em um lugar remoto de Long Island.
Tudo o que eles querem é um descanso da vida agitada que levam na cidade de
Nova York, aproveitar um tempo de qualidade com os dois filhos adolescentes e
se deleitar na propriedade luxuosa. No entanto, uma batida na porta tarde da
noite traz uma mudança inesperada.
Eles se deparam com um casal em
pânico, Ruth e G. H., que afirmam ser os proprietários. Esses estranhos alegam
que uma queda repentina de energia devastou a cidade e, sem outro lugar aonde
ir, eles decidiram voltar para a casa de veraneio em busca de abrigo.
Sem acesso à TV nem sinal de internet ou rede de telefone, não há como checar
a veracidade das informações. Amanda e Clay devem confiar nesse casal — e
vice-versa? O que aconteceu em Nova York?
A casa de férias, isolada da
civilização, é um local realmente seguro para ambas as famílias? E, mais
importante: eles estão a salvo uns dos outros?
~
Esse é daqueles que tava guardado no Kindle desde o lançamento e eu não lembrava (juro!) saiu até adaptação na Netflix que pretendo ver um dia - tirei o peso da obrigação de TER que assistir antes de falar sobre - prometeu bastante e entregou pouco, quase nada.
A história começa muito bem, envolvendo a família num mistério onde de repente
tudo que é conectado para de funcionar: tv a cabo, celular, notebook, etc.
Eles tem energia nessa casa de férias podre de chique, mas não tem noção do
que está acontecendo com o Mundo - nem a gente.
Não tem como piorar
né? Até que os donos da casa alugada chegam para ficar (me lembrou o
traumático mas incrível
Nós já moramos aqui) e a partir daí que começa a ficar mais interessante.
O grande, enorme, monumental e gigantesco problema desse livro é que o autor fica cutucando a gente, nos coloca junto dos personagens pra sentir aquela angústia, promete, nos deixa mais envolvidos e sai correndo... Não espere respostas aqui, talvez esse seja daqueles livros para "sentir", mesmo que seja raiva, ataque de ansiedade ou angustia mas tenha certeza de que ele vai mexer contigo.
A história não é ruim, muito pelo contrário. Capítulos envolventes, o problema
é o "tease" eterno, além do looping - ele volta pro mesmo lugar várias vezes,
roda roda e volta pros personagens sem noção de nada. Um dos pontos fortes é a
crítica social. A família de Clay segue o típico modelo americano, brancos,
loiros, burros, endinheirados que estão sofrendo "burnout" por ficarem coçando
no serviço e precisam urgente desopilar. White people problems MESMO.
Sério, dá nojo desse povo já no começo do livro, e particularmente
fiquei torcendo pra que uma desgraça das grandes acontecesse com eles.
Entra o contraste dos Washingtons, a família dona da casa. Negros, que "se
deram bem na vida" tiveram carreiras bem sucedidas e agora estão aposentados
curtindo a vida. Ninguém acredita que eles sejam os donos, e isso incomoda de
uma maneira absurda, chega a doer. Talvez tenha sido a intenção do livro.
Mais
uma vez a história (mesmo fictícia) mostra que dinheiro nem sempre é a
resposta para tudo, pois o mundo tá desabando e eles não podem fazer
absolutamente NADA com seus milhões para resolver, na verdade nem podem
utilizar o dinheiro pois não existem mais pessoas ou comércio na cidade.
Por
qual motivo? É... Nem o autor sabe.
Se por um lado ele surpreende ao não cair nos clichês de zumbis, tiros, violência gratuita, disputa territorial/comida, peca na escrita e no desenvolvimento da trama. Algo que me incomodou foi o excesso de excesso. What? Muito pleonasmo, a ponto de chegar ser desnecessário, descrições super detalhadas de fatos que não acrescentam em nada, muitas palavras (repetidas) ora pra descrever algo, ora pra causar efeito de exagero... parece uma tentativa desesperada de criar uma tensão que o enredo, sozinho, não estava dando conta de segurar.
Fora que o querido ainda inventa de experimentar no meio do texto, de repente
e sem avisar, nos deixando confuso durante os diálogos. Fluxo de consciência
durante uma conversa... Joyce, Saramago, TEMOS VISITA.
Confesso que isso
não me irritou, porém em muitos momentos tive que reler pra entender - e
ignorar aquelas alucinações.
No geral é uma história boa de acompanhar. Vá de mente aberta sem esperar
grandes desfechos, plot twists NEM respostas. O final é aberto, ele nos deixa
dicas no último capítulo em relação a um mistério que se torna central, e é
isso. Vale pela experiência, mas passa longe de ser uma ficção científica pós
apocalíptica apesar de carregar a temática.
Incrível como ele
conseguiu seguir por um caminho totalmente inesperado.
Quotes:
Somos todos máquinas, mas alguns são inteligentes o bastante para fazer a própria programação.
O mundo é vasto, mas também pequeno e governado pela lógica.
Se mãos calosas indicavam trabalho honesto, mãos macias implicavam desonestidade?
A moralidade se resumia à vaidade, no fim das contas.
As crianças não se importam com nada além de elas mesmas, ou talvez essa seja apenas a condição humana.
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