Em um futuro próximo, os humanos escolhem a vida a um preço.
A tecnologia de nanitos injetáveis é a força vital que corre pelas veias de
todo indivíduo que deseja experimentar o mundo através da lente do seu
próprio “tema”. Embora a morte por ferimentos mortais ainda seja possível, a
vida torna-se mais fácil em uma sociedade em que a automação e a igualdade
de renda permitem que as pessoas se dediquem às suas paixões em vez do
trabalho tradicional.
Estações de Renovação são oferecidas a todos os cidadãos que cumprem a lei
para check-ins semanais, que realizam reparos vitais em troca da privacidade
pessoal. Mas o que acontece com aqueles que deixam de comparecer, com
aqueles que ousam resistir à imortalidade e correm o risco de serem
“editados” sob o olhar de um sistema governamental de vigilância que extrai
identidades?
Quando Holly Winseed acorda em um quarto de hospital, com a memória
comprometida e uma nova identidade imposta, uma equipe de agentes do governo
não perde tempo em declarar seu objetivo. Com a missão de se infiltrar e
derrotar o grupo terrorista ICON, os agentes dizem a Holly que agora ela é
uma Réplica Provisória e tem uma semana para encontrar e matar sua Original
pelo assassinato de seu marido, Jonathan. Se tiver sucesso, assumirá o lugar
da Original na sociedade. Se falhar, sua vida chegará ao fim.
O progresso de Holly é monitorado por um contato designado, que lhe fornece
informações enquanto ela enfrenta o mundo vazio e mecanizado ao seu redor,
descobrindo que outras pessoas veem a vida através do tema que escolheram.
Com suas novas habilidades de combate e dedução implantadas, Holly enfrenta
tanto os ataques dos terroristas quanto as dúvidas sobre sua própria
confiabilidade, à medida que as pistas a conduzem até sua Original ― e até a
verdade sobre Jonathan.
No final, um corpo permanece e outro vai embora. Embora as perguntas
persistam, uma coisa é certa: a vida nunca mais será a mesma.
~
Esse livro foi uma surpresa a ponto de começar a ler assim que soube dele. Me
pegou desde o início, mas precisei pensar, refletir, fazer muitas análises
para descobrir se gostei/entendi, pois infelizmente ele se perde no plot, na
complexidade de modo a vir um plot twist (uma virada na trama) e você ficar
sem saber como reagir. Mais ou menos assim: "Isso foi bom ou ruim?"
Um aspecto que preciso bater palma e que Sanderson é bem reconhecido: world
building. A construção desse mundo futurista, onde a imortalidade reina, todas
as regras sociais, até os detalhes de amientação, tudo é muito bem construído
e descrito, o que contribui para te prender na leitura e visualizar todo o
caos cibernético. O cara é realmente incrível nisso.
A ideia de que todo mundo tem um "tema", os nanitos que são nanorobôs
reconstrutivos, a imortalidade... Bizarro também o fato de não existir nada
"natural" por lá, tudo é impresso - inclusive a comida. Um mundo sintético
onde uma laranja podre é ouro, ou o fato de haverem bactérias é de ficar se
admirando como se fosse um ET... Por ISSO amo distopias. O choque, mas os
personagens vivem aquela realidade de forma natural como a luz do dia. Me fez
ser grato até pelo mofo indesejado nas paredes, e não vejo laranjas da mesma
forma depois desse livro.
Nem tudo são flores. E aqui o problema vai escalando de forma irreversível
afinal de contas é um thriller e caso não lembrem o mistério é a cerne desse
gênero, porém acontecem tantas coisas, vira uma bola de neve tão grande que o
plot twist no final foi apenas entregue, aconteceu pura e
simplesmente.
Geralmente isso costuma ser bom pois nos provoca a fazer reflexões porém aqui... Como vou refletir se a resolução nem existe e ficou confusa? O último capítulo foi um balde de água fria numa história que vinha sendo muito boa de acompanhar por vários motivos/fatores/ambientação.
Geralmente isso costuma ser bom pois nos provoca a fazer reflexões porém aqui... Como vou refletir se a resolução nem existe e ficou confusa? O último capítulo foi um balde de água fria numa história que vinha sendo muito boa de acompanhar por vários motivos/fatores/ambientação.
As críticas as corporações e ao governo ficam evidentes, mas precisava
disso?
Depois fui atrás dos bastidores e descobri que essa novela nasceu como um audiobook, e depois ficcionalizaram para virar livro. Ele fez a construção do mundo e deu liberdade pra Mary desenvolver o resto da trama. Só fico chateado com o final, de resto é muito bom.
Vale notar que foi meu primeiro contato com o autor, já que fantasia não enche meus olhos, decidi ir em caminhos alternativos igual faço com Stephen King em seu pseudônimo Richard Bachman com dramas pesados e mais "reais" do que as histórias clássicas dele.
Ainda darei chance a trilogia YA de super herói dele, Executores e espero não me decepcionar como aconteceu por aqui. Juro, é a única reclamação.
Como eu poderia armar uma armadilha para alguém que pensaria nas mesmas armadilhas?
Somos feitos para sobreviver a perigos e incerteza. Sem eles? Não florescemos.
O mundo em que eu vivia… era assim. Processado e falso.
Tudo que as habilidades fazem é nos dar uma maneira de expressar o que já está presente.
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