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Hora de Ler: Darkhearts - James L. Sutter

 

E ai galerinha, tudo bem com vocês? Hoje tem música, drama, e autodescoberta numa história cheia de representatividade do jeitinho que gostamos, preparados?!

O que fazer quando você se apaixona por seu ex-amigo e a fama atravessa seu romance?

Quando decidiu sair da Darkhearts, a banda de rock emo em que tocava, David percebeu seu péssimo timing (e grande azar): ele perdeu a oportunidade de assinar contrato com uma grande gravadora e alcançar a fama.

Por anos, David se viu preso a uma vida comum, frequentando a escola de sempre em Seattle e trabalhando para a empresa de construção do pai, enquanto seus antigos melhores amigos, Chance e Eli, se transformavam na banda pop adolescente mais badalada dos Estados Unidos.

Até que Eli morre e David se vê obrigado a retomar o contato com Chance. À medida que velhas feridas se abrem, um beijo inesperado leva os rapazes a trocar o status de inimigos por um romance confuso e incerto.

Mas enquanto Chance está desesperado para esconder da mídia o relacionamento entre os dois, David sabe que a nova relação é a oportunidade perfeita para voltar à banda e reivindicar a vida de celebridade que lhe foi negada.

Misturar negócios e prazer se prova cada vez mais perigoso, e David terá que escolher: esta será sua segunda chance para alcançar a fama? Ou o momento de fazer as coisas darem certo com Chance?

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Devo começar enfatizando que há muito tempo não pego um YA - bom - devido as novas trends daquela rede das dancinhas, os enemy to lovers, capas e enredos genéricos aniquilando totalmente meu interesse por histórias juvenis onde adolescentes sofrem por algo. Mas aí avistei esse título por acaso no Skeelo (um app de leitura) e o bichinho já conseguiu me capturar pela sinopse, porém tenho algumas considerações a serem feitas.


A história começa muito bem nos apresentando David, seus dramas pessoais com a banda, e a trágica morte do ex-companheiro Eli, tudo isso carregado de rancor e muita tristeza. O inesperado acontece quando Chance decide ter uma conversa com David para não deixar nada em aberto além de tentar entender o motivo daquele escarcéu afinal de contas eles não se falavam há 2 anos desde que David simplesmente largou a banda. O resto vai se desenvolvendo no maior estilo que o tiktok ama e eu jpa citei aqui, onde um "inimigo" vira seu amor, o bom nesse livro é a profundidade trazida pelo autor ultrapassando a superfície dos romances fofinhos mas esse lugar também traz problemas do ponto de vista prático/real das coisas.

Talvez o grande "problema" que assola a trama seja o fato dos meninos estarem se descobrindo, o medo do desconhecido, por estarem fazendo algo errado, condenado pela sociedade, fato mais agravante ainda para Chance o ídolo teen do momento que não pode se envolver em polêmicas nem se posicionar para não perder patrocínios, contratos e toda essa burocracia. 
Até aí é entendível em parte, afinal de contas o cara É o Momento e justamente por isso tem o poder de fazer o que bem entender (sem infringir leis nem machucar ninguém) tal qual influenciar uma geração a se libertar, e parece que o autor perdeu uma grande chance de levantar a bandeira por aqui.

Outra questão é o drama criado por David com muitas aspas. A resolução escolhida pelo autor é marcada pela falta de empatia, escolhendo claramente um caminho mais fácil para finalizar logo a história e dar sentido a algo que vinha se arrastando desde o início. Não gostei nem concordo, pois ele apenas jogou a culpa no protagonista desconsiderando todos os sentimentos e os processos pelos quais o mesmo passou para chegar naquela situação. Preguiçoso. Questionável. Zero porcento empático.
Isso pode ser explicado pelo fato do autor não ser LGBT, esse certo desconhecimento de causa que nenhum laboratório ou pessoa por mais experiente poderia ter passado a ele, na minha opinião de leitor foi um erro muito grave. Outra coisa é a atenuação dada ao fato dos meninos estarem se descobrindo, nossa como isso é errado! você não pode ser um astro teen e gay!!!! Crime!!!!
Essa parte ele consegue dar um jeito na última linha mas foi por um triz. 


Já na questão musical (a que mais me chamou atenção antes de começar a leitura) de início imaginei algo como um metalcore moderninho tal qual Dayseeker ou o novo Bring Me the Horizon, com o passar de páginas a vibe foi mudando pro Paramore devido as tretas e eles serem um trio mas considero fatores além dos estruturais nesse caso. Emo com sintetizador poderia ir de Breathe Carolina passando por Attack! Attack! até sei lá, um Issues... Segundo o autor ele descreveu algo parecido com The Cure. Tá né?! Não é crítica nem nada, apenas minha percepção, e acho que a bandinha tá mais pra Warped Tour core do que gótico/synthwave anos 80.

Dos assuntos tratados tem bastante representatividade, personagem trans, lésbica, não binárie, fala de autoaceitação, famílias disfuncionais com pais separados, traumas de infância, MUITA referência geek principalmente a RPGs dado que o autor escreve livros sobre, a melhor amiga é louca por cinema, e claro: muita música.

Baseado nisso fiz uma playlist que traduz essa minha opinião e os sentimentos que tive durante a leitura, deixo aqui para vocês conferirem:


Embora tenha sido muito gostosa a leitura no geral a surpresa e tal, a nota final é 3

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