Olá galerinha, tudo bem com vocês?! Adivinhem? Sim, hoje trago mais um título pós apocalíptico!!!!
A diferença? Esse é um dos títulos de maior importância do gênero junto com Earth Abides, tá bom ou querem mais?! Simbora conferir esse HINO!
Bill Masen acordou em seu leito de hospital, com os olhos vendados, e uma incômoda sensação de que algo estava muito errado. A quebra da rotina do lado de dentro. A manhã perturbadoramente silenciosa do lado de fora.
Ele ainda não sabe, mas seu destino, e o de todo o planeta, havia mudado para sempre após a chuva de luzes verdes que riscara o céu na noite anterior. Um espetáculo imperdível… que cegou quase todos os seres humanos da Terra.
Conturbada pela cegueira, por uma peste misteriosa, pela violência e pela fome iminentes, a humanidade tem ainda de enfrentar um flagelo de proporções catastróficas: a proliferação das trífides — plantas enormes, venenosas e carnívoras que agora, com a ruína da civilização e o colapso da ordem social, tornam-se uma ameaça real e mortífera.
Cada vez mais cientes de que foram poupadas de um cataclismo universal, as poucas pessoas que conservaram a visão, bem como as cegas que resistiram, percebem que a vida como conheciam está prestes a desaparecer; que devem lutar para sobreviver em um mundo que se desfaz entre o desespero e a barbárie; e que têm diante de si o desafio de criar uma nova sociedade.
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Que livro meus amigos! Esse foi um que criei expectativa desde o anúncio pela
Aleph (apesar de ser um clássico eu não conhecia) e super respondeu ao que
esperava. É tiro, porrada e muito veneno de trífide!
Dá pra comparar ele
com Eu Sou a Lenda, Earth Abides e BirdBox, como se fosse um filho desses livros só para ter
uma noção do tombo.
| Piranha Plant do jogo Mario Wonder |
Aqui o pós apocalipse é bem real, pé no chão, e tem um motivo econômico por trás: a ganância corporativa na exploração de uma espécie vegetal até então desconhecida, trazida sabe-se lá de onde mas que produz um óleo muito valioso comercialmente. E daí que pode colocar vidas em risco?
Tudo começa a partir dai, e para complementar a desgraça um cometa lindíssimo passa sobre a Terra deixando um rastro verde luminoso, quem testemunhou no outro dia acordou cego. Ah, ainda tem uma pandemia rolando tipo uma Peste Negra só que mais resistente. É bem cozy vibes 🥰
O ritmo aqui é extremamente fluído apesar de que em muitos momentos o narrador Bill alterna entre fluxo de consciência, passado e presente requerendo uma atenção maior do leitor para se situar mas a boa notícia é que isso só atrapalha no início, depois a gente entende como a mente do autor funciona.
| Piranha Plant andando no Mario Kart 8 |
Um dos grandes dilemas aqui é reunir a sociedade novamente e voltar ao que era antes - na visão de alguns sobreviventes. Mas isso se mostra impossível obrigando eles a não só aceitarem a nova realidade como também se moldarem a ela, esquecendo de vez o passado. Essas partes são especialmente tristes, os argumentos de quem queria a "normalidade" de volta cortam o coração, porém as Trífides não tem pena de ninguém, precisam agir para ontem.
Alguns posicionamentos de Bill me deixaram meio (?) "sério que você quer fazer isso meu caro?" daí comecei a ignorar e apenas aceitar os acontecimentos. Obviamente ficamos torcendo para um "lado" da história prosperar, isso mexe com os nervos da gente também. Diria que é um livro bem interativo nesse sentido pois não temos ideia do que vem ou pode vir pela frente, talvez esse seja o "molho" que nos prende a ponto de não querer parar a leitura em momento algum. Os capítulos ajudam também por não serem extensos ou com muita linguiça existencialista OBRIGADOO JOHN!
Certamente nem tudo são flores e o final me deixou um pouco desapontado. Acontece muito rápido, quase sem desenvolvimento no meio de um atrito, os caras estão fugindo e o livro acaba (???) que palhaçada é essa?! Posso dizer sem dar spoiler que as coisas se resolvem, mas não temos maiores detalhes de COMO. Achei deselegante, totalmente anti-clímax...
As descrições
são certeiras e diria até que aterrorizantes. O autor é tão fora da caixinha
que normaliza as pessoas se jogarem dos prédios assim, como se estivessem
provando um novo sabor de KitKat, é bizarro! Outro aspecto interessante apesar
de todo caos: polícia pacífica, sem armas com aversão a violência. Distopia
mesmo...
É interessante ver o desenvolvimento dos personagens, antes era um dilema
saquear as lojas, brigar por comida, mas depois de um curto período já se
acostumaram a ponto de criarem verdadeiras organizações em busca de
suprimentos.
A língua fica igual um chicote de Trífide mas se
comentar mais algum aspecto é spoiler, estrago a experiência de vocês e me
aposento do blog, então tratem de ler LOGO.
Adaptações:
É surpreendente quanta coisa você percebe que ainda não superou quando é submetido a um teste.
Os descobridores e os inventores são a ruína de qualquer negócio.
Meu estilo de vida, meus planos, minhas ambições, todas as minhas expectativas… tudo isso havia sido varrido de uma vez só, juntamente com as condições que lhes deram origem.
Talvez, no futuro, fosse possível voltar — mas não para o mesmo lugar.
A vida é dinâmica, não estática. Mudanças acontecerão, de um modo ou de outro.
Enquanto há vida, há esperança.









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