Hora de ler: Nem tudo começa com um beijo - Jorge Araujo


Para Fio Maravilha, Gelatina, Molécula, Armando Pantera, e os outros meninos, o mundo é uma casa com Cave e Sótão. A Cave é o subterrâneo, o buraco de esgoto em que vivem. O Sótão é a cidade que fica do lado de cima do asfalto. A verdadeira e grande cidade de onde, um dia, foram expulsos pela miséria.
Pelo destino. A cidade com casas e prédios, altos e baixos, basílicas grandiosas, mesquitas com crescentes dourados iluminando o céu, pontes que ligam margens e vidas, carros, muitos carros, e, sobretudo, latões de lixo, a “panelas com rodas”. A cidade onde as pessoas se cruzam nos elevadores, diem “bom-dia” e “boa-tarde”, mas não se conhecem. O lugar em que vive Nuvem Maria.

Achei o livro jogado na biblioteca da minha antiga escola e algo no seu nome me chamou atenção. Acabei pegando e quando li me encantei. O livro é escrito com toda a simplicidade possível. Ao longo de suas páginas conhecemos a vida das crianças da Cave, o medo de crescerem, a preocupação (e até mesmo curiosidade) com o fato de um deles sumir toda tarde, o suspense gerado pela morte de seu líder e o segredo que deixou escrito numa carta, a rivalidade que aparece com isso, e o amor puro e inocente que surge e como ele é demonstrado.

- Prós:
Simples
Cada personagem tem uma personalidade bem diferente da outra

- Contras:
Em alguns momentos eu precisei voltar algumas páginas para entender o que tinha lido (mas talvez o problema tenha sido eu, rs)



São personagens que nos encantam pela simplicidade deles e da vida que levam. O jeito de demonstrarem sua compaixão é muito bonito. O jeito do personagem demonstrar seu amor foi totalmente criativo e inusitado.